A paciência ou a perseverança de Jó?
Guilherme Ávilla Gimenez - Texto extraído do site: http://www.vidanova.com.br/
Esperar é uma virtude. Em um mundo de tantas pressões e correria, é raro encontrar pessoas que tenham a disciplina da espera, que consigam aguardar a sua vez, ouvir e até mesmo sofrer algum prejuízo em razão da espera. A grande maioria das pessoas não para. Elas entraram no ritmo desenfreado da pós-modernidade e não conseguem mais aguardar; esperam que tudo seja feito com rapidez e cobram agilidade dos outros ainda maior. A paciência é algo cada vez mais precioso, e cada vez menos se ouve a conhecida frase: ‘aquela pessoa tem paciência de Jó’.
Jó é conhecido na Bíblia por causa do seu sofrimento. Não é fácil perder todos os seus filhos, sustento financeiro e saúde em uma mesma ocasião. Isso sem contar com a provocação da própria esposa que, em vez de chorar a morte dos filhos, ficou ‘’atazanando’ a vida do marido. Associar Jó ao sofrimento humano é algo coerente. Agora, dizer que Jó era paciente já é outra história. Aliás, saiu da boca do próprio Jó a expressão: “Qual é a minha força, para que eu aguarde? Qual é o meu fim, para que eu tenha paciência?” (6.11). Aparentemente Jó não se julgava o ‘senhor paciência’. Os capítulos 4 a 27 de seu livro trazem uma discussão vigorosa entre ele e seus amigos, e ali não são vistos muitos traços de uma pessoa paciente. A expressão que deu a Jó fama de paciente não está em seu livro, mas sim em Tiago 5.11. É bom notar, porém, que a palavra ‘paciência’ ali registrada foi substituída por ‘perseverança’ nas versões NVI ou NTLH. Até mesmo os estudiosos da Bíblia não acharam a palavra ‘paciência’ muito adequada para Jó.
Por mais que tento não consigo associar paciência a Jó. Seria mais fácil dizer que Moisés, Noé ou até Davi foram mais pacientes do que ele. É preciso ter verdadeira paciência para resistir a 40 anos de peregrinação com um povo reclamão, passar 40 dias dentro de um navio cheio de animais fedorentos ou resistir à perseguição do próprio filho sem perder a cabeça. Essas personagens teriam mais condição de serem chamadas de ‘homens pacientes’ do que o próprio Jó. Digo isso porque verificamos que, na narrativa do livro que leva seu nome, há uma série de perguntas, descontentamentos, dor e até mesmo impaciência da parte de Jó diante de tanto sofrimento. Jó não foi uma personagem pacata ou indiferente à dor: ele reagiu, chegando mesmo a questionar com profundidade sua situação.
Por que então associamos Jó à paciência? Possivelmente por causa da sua perseverança. Por algum motivo, temos uma interpretação equivocada do que é paciência. Achamos que alguém paciente é uma pessoa pacata, calada, que não exige seus direitos ou não reclama se alguém passa à sua frente na fila. Paciência é interpretada como pobreza de espírito, e particularmente já ouvi que pessoas pacientes não conseguirão subir muito na vida. Pensamento equivocado! Paciência não é isso. Pessoas verdadeiramente pacientes são aquelas que, em meio a provas, descontentamentos ou dor, têm uma disciplina de espera capaz de lhes dar resistência diante de situações que não merecem ação imediata. Paciência tem a ver com resistência e não propriamente com inatividade. Pessoas pacientes reivindicam seus direitos, ficam iradas e até mesmo podem reagir com determinada intensidade diante de uma situação grave. A questão é que, por serem pacientes, conseguirão dominar seu ímpeto e manter o controle. Essa é a essência da paciência: disciplina, domínio próprio, capacidade de esperar a hora certa. Por esse motivo, a palavra ‘perseverança’ cai melhor do que ‘paciência’ para Jó.
Jó teve uma longa e sofrida espera, mas, mesmo assim, até diante da sua própria indignação relacionada à providência divina, aguardou confiante. Sua motivação em esperar não se devia a uma paciência passiva, mas sim, a uma perseverança inabalável. Mesmo rodeado por sentimentos terríveis, por sensações destrutivas e por amigos não tão sábios em seus conselhos, Jó manifestou perseverança que, segundo o dicionário, é uma atitude de firmeza ou constância. Enquanto a paciência é vista como uma espera passiva, de quem observa os fatos e talvez até se deprima diante deles, a perseverança é uma espera cheia de convicção, de força, que nos mantém firmes apesar de ainda não conseguirmos visualizar um escape completo.
Todos nós passaremos por situações difíceis na vida. Diante delas podemos ficar passivos ou então nos enchermos de perseverança. O resultado de uma escolha ou outra pode ser visto no fim da vida de Jó. O último capítulo de seu livro relata logo no início que o resultado de sua escolha foi uma experiência com Deus como nunca tivera antes (Jó 42.1-5). Dizia agora que seu conhecimento de Deus não era apenas por ouvir falar. Não era aquele conhecimento que obtivemos porque alguém nos relatou, mas sim porque nós o vivenciamos. A perseverança de Jó produziu nele uma transformação interior que o levou a um estágio mais avançado de confiança. Jó saiu de uma experiência trágica melhor do que entrou. E isso se deveu à sua perseverança.
Prefiro olhar para Jó como sendo um homem perseverante e não apenas paciente. O patrimônio que o exemplo dele deixa para nós é valioso e deve ser repetido. Que sejamos sempre perseverantes, e que a disciplina da espera gere em nós não a tristeza ou cansaço, mas sim o ânimo de quem confia no Senhor e sabe que ao final de tudo estará mais forte do que no início.
Tenhamos a perseverança de Jó!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A doença do ressentimento e cura do amor (05/11/2009)
A doença do ressentimento e cura do amor
Guilherme Ávilla Gimenez - Texto extraído do site: http://www.vidanova.com.br/
Hellen Janosik, em seu livro Crisis Counseling, diz que o ressentimento é um dos principais causadores de doenças emocionais. Fazendo uma relação entre o emocional e o físico, ela conclui: “seríamos muito mais sadios se substituíssemos o ressentimento pelo perdão.” Os neuróticos anônimos argumentam que o ressentimento “de modo geral, nos tiram a alegria de viver, tornando-nos pessoas mesquinhas, amargas, fofoqueiras, cheias de dores, desagradáveis, não confiáveis, e bloqueadas para amar. Se os ressentimentos se forem acumulando, vamos passar à depressão, solidão e problemas físicos de saúde.” O ressentimento, de fato, nos faz adoecer. Dethlefsen e Dahlke, analisando a origem das doenças, apontam o ressentimento como uma das causas do câncer (A DOENÇA COMO CAMINHO. Editora Cultrix).
Na antiguidade, alguns médicos já relacionavam sentimentos com doenças, como Cláudio Galeno (129 d.C.), o mais importante médico da antiguidade depois de Hipócrates. Em sua autobiografia intitulada Sobre meus próprios livros, aliás, considerada a primeira autobiografia da história, ele argumenta que “nos recônditos da alma estão a causa da grande maioria das enfermidades“. (A HISTÓRIA DA MEDICINA. Antonio C. N. Britto. Faculdade de Medicina da Bahia). Como bem disse William Shakespeare (1564-1616), "Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.” Pessoas ressentidas adoecem e sofrem. Você é uma delas?
Todos têm razões para guardar ressentimentos, afinal, quem nunca foi ferido, afrontado, magoado, desprezado, traído, entristecido, enfim, quem nunca sofreu? Conviver com pessoas é correr riscos. Quando passamos por situações que nos trazem sofrimento, nós ficamos tristes e magoados, e esse sentimento, naquele momento, é até próprio. Porém, se o tempo passou e você continua sentindo a mesma coisa, é sinal de que está ressentido. A palavra ressentimento significa literalmente ‘sentir de novo’. E aqui se levanta uma importante pergunta:
– Por que continuar sofrendo por um problema já acontecido? Qual será o motivo que nos leva a repetir sensações e sentimentos que tanto nos prejudicam?
Charles Swindoll diz que o ressentimento é como uma corrente que nos aprisiona a um fato ou a uma pessoa (CHRISTIAN LIFE. Publishing House). E o pior é que nós mesmos nos aprisionamos. Nós é que sofremos. Nós é que perdemos a alegria dos relacionamentos e da vida. As pessoas podem até ser atingidas por nosso ressentimento, mas o maior afetado é aquele que se ressente. Ele acaba desperdiçando seu tempo, vivendo em função de sentimentos de amargura, perseguição, vingança e outros tão ou mais negativos que esses.
A Bíblia diz que o ressentimento pode ser combatido com o amor. Onde há amor não existe ressentimento, pois o amor não comporta tal sentimento. Entre as tantas qualidades do amor descritas em 1Coríntios 13, lemos claramente: “não se ressente do mal.” O verbo ressentir aqui é tradução do grego logizomai que literalmente significa ‘contar ou pesar duas vezes.” Infelizmente, algumas pessoas contam dezenas, centenas ou milhares de vezes uma tristeza ou decepção e, em função disso, não conseguem se libertar das correntes do ressentimento.
Jesus diz que devemos amar o próximo e até os inimigos (Mateus 5.44; 22.39). Somente o amor nos faz ter relacionamentos sadios e sem ressentimentos. Se você está repetindo seus sentimentos de tristeza, decepção ou amargura mesmo depois que o tempo já sepultou uma situação, talvez seja hora de pedir a Deus o amor suficiente para perdoar e seguir em frente na caminhada da vida. J.C. Ryle diz que a frase de Jesus na cruz, “perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34), demonstra como podemos vencer os ressentimentos e reconstruir relacionamentos.
Jesus deixou na cruz as afrontas, Ele não as carregou para o futuro (FÉ GENUÍNA. Editora Fiel). Nós podemos e devemos agir como Jesus: deixar as afrontas, as mágoas, as tristezas e as decepções, enfim, deixar os sentimentos antigos no passado, exatamente na ocasião em que eles surgiram. Carregar sentimentos assim no coração é como se autoflagelar.
Ame a pessoa que te afrontou. Ame aquele que te decepcionou. Ame a quem te feriu. Ame os que te prejudicaram. Amando conseguiremos nos livrar dos ressentimentos e teremos mais saúde física, emocional e espiritual.
Deste que deseja a você uma vida saudável e permeada pelo amor de Jesus.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Conhecimento e Obediência (04/11/2009)
Conhecimento e Obediência
Bill Crowder - Texto retirado do site do Nosso Andar Diário [ link ]
Bill Crowder - Texto retirado do site do Nosso Andar Diário [ link ]
Quando estudei numa faculdade cristã, um nome ocasionalmente mencionado na aula de grego era o de Granville Sharp. Ele foi um renomado estudioso da língua grega (1735–1813), cujos estudos resultaram em princípios de interpretação bíblica, que ainda orientam o nosso entendimento da língua original do Novo Testamento.
Estudar as Escrituras e aprender as poderosas verdades que nelas existem é um exercício nobre, mas por mais que a estudemos, nunca será o suficiente. Tiago nos desafiou a entender isso ao escrever: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tiago 1:22-24).
Granville Sharp entendeu isso e colocou sua fé em prática. Além de ser um estudioso da Bíblia, lutou pela erradicação da escravidão na Inglaterra. Sharp disse: “A tolerância à escravidão é, na verdade, a tolerância à crueldade.” Sua compreensão bíblica sobre o valor da alma humana e da justiça de um Deus santo o compeliram a agir em favor de suas crenças.
Podemos nos beneficiar da paixão de Sharp pela Palavra — e pelo desejo de viver pelas verdades que ela contém. —WEC
Estudar as Escrituras e aprender as poderosas verdades que nelas existem é um exercício nobre, mas por mais que a estudemos, nunca será o suficiente. Tiago nos desafiou a entender isso ao escrever: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tiago 1:22-24).
Granville Sharp entendeu isso e colocou sua fé em prática. Além de ser um estudioso da Bíblia, lutou pela erradicação da escravidão na Inglaterra. Sharp disse: “A tolerância à escravidão é, na verdade, a tolerância à crueldade.” Sua compreensão bíblica sobre o valor da alma humana e da justiça de um Deus santo o compeliram a agir em favor de suas crenças.
Podemos nos beneficiar da paixão de Sharp pela Palavra — e pelo desejo de viver pelas verdades que ela contém. —WEC
Conhecemos a Bíblia somente quando a obedecemos.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Blog IVN está de volta
Olá pessoal,
O Blog da Igreja Vida Nova está de volta !!! Estarei atualizando e "embelezando" na medida do possível !!!. Aqui irei colocar a programação da Mocidade e da Igreja além de compartilhamentos etc.... Espero que possa ser um espaço para ampliarmos nossa comunhão em Cristo !!!
"E Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." 2 Co 5:15
Foto da Semana
Escala de Domingo (08/11)
Avisos !!!
- No próximo Sábado (7/11), a mocidade estará indo ajudar no Bazar da Holiness das 10 hrs até as 17 hrs. Quem puder ajudar com mao de obra ou financeiramente !!! Segue o link da Holiness (Bosque): http://www.holinessbosque.org.br/contato/index.html . Qualquer dúvida, falar com a Dani ou a Jaque Chu
- Dia 14/11 vai ter eleição da Mocidade !!! Peço para que compareçam, pois é muito importante !!! E orem para que Deus conduza cada detalhe !!!
O Blog da Igreja Vida Nova está de volta !!! Estarei atualizando e "embelezando" na medida do possível !!!. Aqui irei colocar a programação da Mocidade e da Igreja além de compartilhamentos etc.... Espero que possa ser um espaço para ampliarmos nossa comunhão em Cristo !!!
"E Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." 2 Co 5:15
Foto da Semana
Escala de Domingo (08/11)
Avisos !!!
- No próximo Sábado (7/11), a mocidade estará indo ajudar no Bazar da Holiness das 10 hrs até as 17 hrs. Quem puder ajudar com mao de obra ou financeiramente !!! Segue o link da Holiness (Bosque): http://www.holinessbosque.org.br/contato/index.html . Qualquer dúvida, falar com a Dani ou a Jaque Chu
- Dia 14/11 vai ter eleição da Mocidade !!! Peço para que compareçam, pois é muito importante !!! E orem para que Deus conduza cada detalhe !!!
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